Pequena História de Guaraci-SP, cidade Sol
Primórdios
Desde a época pré-cabralina e ainda, bem no início do século XIX, todas as terras onde se localiza o município de Guaraci e a região norte e noroeste do Estado de São Paulo, margeadas pelo Rio Grande, eram senão sertão bruto. Apenas eram conhecidas por índios, principalmente Caiapós e seus ascendentes do tronco linguístico “macro-jê”, e certamente por ‘Bandeiras’ que por esta região passaram à procura de índios, de ouro e pedras preciosas, seguindo a imponência, a exuberância e a grande curva das águas do Rio Grande.


http://doc.brazilia.jor.br/Historia/Pacto-Pernambuco.shtml?q=Historia/PactoPE.htm
Segundo relatos de antigos moradores de Guaraci, em vários locais do município, foram encontrados vestígios de materiais indígenas, como artefatos cerâmicos, nas margens dos córregos Santana e Cresciúma, provavelmente dos Caiapós ou de seus ascendentes, hoje encobertos pelas águas da represa de Marimbondo. Veja mais no final da postagem: [*1].
Para saber mais sobre povos que aqui viveram na era pré-cabralina, visite o Museu Cultural e Arqueológico Água Vermelha – Ouroeste-SP .
Clique aqui: http://www.citybrazil.com.br/sp/ouroeste/atracoes-turisticas/atrativos-culturais
Mineiros vindos do leste
O declínio da exploração de ouro na Capitania de Minas Gerais, na segunda metade do século XVIII, fez com que grande parte da população que se acumulou nas regiões mineradoras, tais como: Vila Rica do Ouro Preto, Sabará, Ribeirão do Carmo (atual Mariana), São João del Rey e outras, procurassem por novos rumos. Muitos se mudaram e se evadiram lentamente pelo sertão das Gerais abrindo caminhos, ocupando áreas antes virgens, fundando povoações. Outros ainda, convencidos das boas terras do norte da Capitania de São Paulo, abriram picadas e se estabeleceram nestas áreas com esperança de um futuro melhor [*2].
Ilustração – Entrada dos mineiros pelo leste da Capitania de São Paulo
As divisões traçadas pelo contínuo processo de ocupação
A primeira entrada dos vizinhos mineiros, na ocupação da região norte, se deu ao leste da Capitania de São Paulo, em 1805, onde foi criada a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Franca e do Rio Pardo (Franca).
Primeiro censo brasileiro – 1872
Províncias (Estados) mais populosas em 1872:
1 – Minas Gerais: 2.039.735 hab.; mais de 1 em 5 habitantes do Brasil
2 – Bahia: 1.379.616 hab.
3 – Pernambuco: 841.539 hab.
4 – Rio de Janeiro: 1.057.696 hab. (somando capital e província)
5 – São Paulo: 837.354 hab.
Fontes: IBGE e Wikipédia, a enciclopédia livre. http://pt.wikipedia.org/wiki/Censo_brasileiro_de_1872
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Recorte da História de Franca:
Fundação de Franca – 3 de dezembro de 1805
(Fonte: Site da Prefeitura Municipal de Franca)
No início do século XIX, a região recebe um fluxo populacional de grandes proporções. São os mineiros que vêm das Gerais, principalmente do Sul de Minas e os goianos do Sertão da Farinha Podre (região depois chamada de Triângulo Mineiro). Vinham criar o gado e plantar suas lavouras. Explica-se este fluxo pela decadência da mineração de Minas Gerais, esgotando o ouro de aluvião dos córregos, os habitantes daquela Capitania procuravam uma outra atividade, que estava ligada a terra.
*Aluvião: depósito de cascalho, areia, argila etc. deixado por águas fluviais em foz ou margens de rios (solos de aluvião).
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Em 1831, os irmãos Francisco José Barreto e Antônio Barreto, vindos da Capitania de Minas, atravessaram o rio Pardo e ocuparam terras, onde hoje é a cidade de Barretos, e fundaram o povoado que deu origem ao município. Em nossa região, entre outras, os mineiros também fundaram os municípios de São José do Preto, aonde chegaram em 1845, e Olímpia em 1892.
Para que fosse possível abrir e se manter nas fazendas, esses mineiros traziam consigo ferramentas e escravos. E na bagagem, conhecimentos de agricultura de subsistência, de criação de cavalos, muares, bovinos, aves, suínos, técnicas rudimentares engenho de pinga e rapadura, fiação, teares manuais e de olaria. Assim, da Capitania de Minas Gerais, veio, a cultura da pecuária extensiva, sem cercas, de currais pequenos, que certamente inspirava estas entradas quanto ao futuro, porque a lida com o gado exigia poucos gastos e a criação se multiplicava em pouco tempo. Com o passar dos anos, a pecuária foi se tornando um setor mais dinâmico na economia regional, por onde surgiram as primeiras estradas vicinais, chamadas de “boiadeiras”.
Raízes culturais
Esta postagem sobre os primeiros tempos que deram origem ao município de Guaraci, não pode deixar de destacar a inegável influência cultural das raízes vindas de Minas, aliada ao fato geográfico da vizinhança, na formação de nossos costumes, regionais e guaracienses. Embora muitos destes costumes venham desaparecendo com o tempo, ainda encontramos traços destas raízes, espalhadas no município, desde os modos da fala, o modo de se exercer as atividades rurais e até mesmo hábitos ligados à prática culinária local.
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Recorte da História de Barretos:
Fundação de Barretos – 25 de Agosto de 1854
(Fonte: Site da Prefeitura Municipal de Barretos)
A fundação de Barretos deu-se no dia 25 de agosto de 1.854. Entretanto, a sua origem remonta ao ano de 1.831, quando chegaram, nesta região, os irmãos Francisco José Barreto e Antônio Barreto.
No dia 25 de agosto de 1.854, seis anos após a morte de Francisco José Barreto e dois anos após a morte de sua mulher Ana Rosa, atendendo a sua vontade, manifestada oralmente em vida, seus filhos, noras e genros, doaram ao patrimônio do Divino Espírito Santo 62 alqueires da Fazenda Fortaleza. Da mesma forma Simão Antônio Marques, sua esposa e irmãos, doaram também ao patrimônio do Divino Espírito Santo 20 alqueires de terras da Fazenda Monte Alegre. Os dois lotes de terra totalizaram 82 alqueires, que foram doados a fim de que se construísse uma capela e, ao redor, nascesse o povoado.
O Município de Barretos foi um dos primeiros a ser fundado na porção do território paulista delimitada pelos rios Pardo, Turvo e Grande. A ocupação da região começou no início do século XIX, com o deslocamento, a partir de Minas Gerais, dos descendentes dos bandeirantes que, dois séculos antes, haviam partido de São Paulo de Piratininga em busca das minas de Ouro Preto, São João Del Rey, Mariana e tantos outros núcleos urbanos por eles criados.
Os pioneiros desbravadores assentaram-se na região atravessando o rio Pardo a partir da Fazenda Santo Inácio, cuja posse se estendia desde o Morro do Chapéu, atual Morro Agudo, até a barranca do rio. Os Marques e os Barreto se estabeleceram em dois assentamentos, dando início a um primeiro núcleo que passou a servir de pouso e referência de uma vasta região. A Fazenda dos Barreto teve suas primeiras construções situadas onde hoje se encontra o Hospital Psiquiátrico Mariano Dias. “A fazenda dos Marques, chamada Fortaleza, desenvolveu-se a partir do atual Largo do Rosário”.
Descobrindo Barretos: http://barretos.sp.gov.br/imagens/historiadebarretos.pdf
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O Município de Espírito Santos de Barretos foi o primeiro a ser fundado na porção norte do território paulista delimitada pelos rios Pardo, Turvo e Grande. Sua dimensão era vasta. Em 1885, quando o município foi criado, sua área correspondia à soma de doze municípios, numa referência atual, onde mais tarde, onze deles se desmembraram: Barretos, Colômbia, Colina, Cajobi, Severínia, Olímpia, Guaraci, Altair, Icem, Orindiuva, Paulo de Faria e Riolândia.
1885 – Área do município de Espírito Santo de Barretos
Grande parte dos municípios do norte do Estado de São Paulo, fundados no século XIX, e princípio do século XX, seguindo a tradição, transformava-se de pequenos povoados, patrimônios ou arraiais, em vilas nascidas de desdobramentos de distritos maiores e mais antigos, que se expandiam a partir e ao redor de sua Igreja Matriz.
No final do século XIX, a área onde hoje está o município de Guaraci, ainda pertencia ao município de Barretos, e era constituída por apenas cinco grandes fazendas: Fazenda Posses do Rio Grande, Fazenda Santana, Fazenda Bocaina, Fazenda Cresciúma e Fazenda Limoeiro.
Mapa esquemático das cinco fazendas que formaram o município de Guaraci
Por esses tempos, os proprietários destas fazendas, notadamente das três fazendas vizinhas, Limoeiro, Bocaina e Cresciúma, que circunvizinhavam a área onde hoje está a cidade de Guaraci, abriram picadas e pequenas estradas de comunicação entre eles e saídas para as estradas mais velhas que os ligassem ao comércio de Barretos. Conta-se que por estas estradas chamadas “boiadeiras” passavam, além de tropeiros e comitivas transitando com gado, viajantes do comércio de pequenos bens, chamados de “mascates”, transportando mercadorias diversas em lombo de muares, vindos de grandes cidades do interior e da capital.
O desenvolvimento vindo do Sul sob influência da cultura do café
1909 – Mapa do Estado de São Paulo – Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo – Em verde: Florestas; em verde azulado: Plantações de Café.
Desde a segunda metade do século XIX, o desenvolvimento da cultura do café, transformou a economia do Estado de São Paulo, que veio a se tornar o centro da economia do país. Com a alta valorização do café no exterior, que era chamado de “ouro verde”, o Brasil ganha projeção internacional e fica conhecido como terra do café. Os prósperos negócios com o café,
trouxeram muita riqueza, tanto para a capital como para o interior do estado, e assim foi por quase cem anos. As plantações se espalharam substancialmente pelo estado, na constante busca por terras novas, a partir do sul para nordeste, e depois pelo norte e noroeste. O café abriu e fez produtivo o interior do estado. Junto a essa expansão foram instaladas no estado, grandes vias férreas para o transporte do café, que saíam dos municípios interioranos com áreas importantes de lavouras produzindo, com destino ao porto de Santos [*4].
Com o fim da escravidão, o Brasil incentivou a entrada de imigrantes, que vieram aos milhares, em razão da expansão dos cafezais. Imigraram predominantemente, italianos (veja no marcador deste blog, a postagem: Guaracienses de Descendência Italiana), portugueses, espanhóis, japoneses, alemães, árabes, chineses, entre outros.
A riqueza do café provocou grandes modificações na capital e no interior
O próspero Estado de São Paulo, durante o ciclo do café, viu passar o período da segunda Regência, a abolição da escravatura, a instalação da República, criou incentivos para milhares de imigrantes, viu o alvorecer das inovações tecnológicas, como a eletricidade que substituía o lampião a gás, os primeiros carros, o nascimento das primeiras indústrias, e a transformação do sistema mercantil-escravista para o capitalismo-assalariado, avanços estes possíveis, graças ao capital gerado pelas exportações do café. Com os desdobramentos, a cafeicultura também criou uma grande diversidade nos negócios e atividades econômicas: surgiram fabricas de tecidos, ferramentas, bebidas, fundições, bancos, companhias de navegação, empresas de serviços de água, gás, iluminação, transporte urbano e outras. Em1840, o Brasil foi o maior produtor mundial de café, e no final do século XIX, já representava 65% do valor das exportações do país, chegando a 70% na década de 1920 [*5].
A instalação de ferrovias em nossa região
As vias férreas que transportavam o progresso chegaram mais tarde em nossa região. As mais próximas de Cresciúma foram inauguradas em: Barretos, 1909; Villa Olímpia em 1914; e as de Ribeiro dos Santos e Altair em 1931.
Apesar da importância econômica da cultura do café, poucas fazendas o produziam em nossa Cresciúma. Mas, os benefícios dos desdobramentos da riqueza da cafeicultura se fizeram presentes em muitas áreas, notadamente nas vias férreas, que ofereceram facilidade de transporte e comercialização de produtos que vinham de fora e, pela outra mão, do excedente de produtos colhidos na região, tais como: arroz, milho e algodão e outros. Falando de uma forma mais abragente, o transporte ferroviário alavancou o comércio geral da região de Barretos, a partir de 1909. Além disto, Barretos recebeu sua primeira grande indústria em 1913, a Companhia Frigorífica Anglo Pastoril.
[*6] [*6.1]Datas das inaugurações das Estações Ferroviárias Cia. Paulista de Estradas de Ferro e Companhia Ferroviária São Paulo – Goyas.
1909 – Barretos – Inauguração: 25.05.1909; Cia. Paulista de Estradas de Ferro (1909-1971); FEPASA (1971-1998); [*6]
1914 – Cia. E. F. São Paulo-Goiaz (1914-1916); Cia. Ferroviária São Paulo-Goiaz (1916-1950);[*6.1] VILLA OLIMPIA – Inauguração: 02.1914; Cia. Paulista de Estradas de Ferro (1950-1969)
A partir dos anos 1910, a agricultura de subsistência foi paulatinamente sendo substituída pela produção de grãos em maior escala. Fato que criou excedentes para comercialização, ainda que o cultivo fosse realizado através do uso de tração animal nas lavouras. Com as novas áreas abertas para agricultura e o esgotamento da fertilidade natural destes solos, muito cultivados, as terras de lavoura foram se transformando em pastagens, o que provocou aumento na criação de gado e, consequentemente, na oferta de carne e leite na região.
Em 1929, a quebra da Bolsa de Nova York, instalou uma crise econômica de grandes proporções que atingiu em cheio o comércio do café, base da economia brasileira. Os EUA era o maior comprador do grão brasileiro, com isso, as vendas despencaram, o produto perdeu valor pondo fim à euforia dos cafeicultores. Na década de 1930, muitos cafeicultores desistiram do café e passaram a cultivar algodão para exportação, arroz, milho e outros produtos agrícolas para o mercado interno, também investiram na distribuição e estocagem e beneficiamento de cereais. Outros que acumularam riqueza, deram impulso ao insipiente e promissor processo de industrialização do Estado de São Paulo.
Início da formação do povoado de Cresciúma
Nas últimas décadas do século XIX, havia um pequeno fluxo populacional disperso, vivendo nas fazendas Bocaina, Cresciúma e Limoeiro, propriedades rurais vizinhas. O povoado de Cresciúma, primeiro nome da cidade de Guaraci, foi assentado na porção mais elevada da confluência dos Córregos Cresciúma e Bocaina. A área recebida estava distante aproximadamente 9 km do Rio Grande, e era parte de um terreno pertencente à fazenda Bocaina, doada para esta finalidade no ano de 1900, por Francisco Gomes de Oliveira. Após a doação da área, foi demarcado o traçado das primeiras ruas. Um cruzeiro foi levantado onde hoje está a Igreja Matriz e ao seu lado se construiu uma capela, em louvor ao Senhor Bom Jesus, padroeiro da cidade.
O povoado era chamado de Cresciúma em razão do nome do córrego onde se localizava. Também era conhecido como Patrimônio do São Bom Jesus da Bocaina.
Recorte reeditado do N° avulso da folha <Cresciumense>, datada de 06/08/1918, no editorial do 1° número do Jornal “O Guaraciense” publicado em 07/09/1957.
Nesta edição avulsa do jornal pode-se ler o nome do primeiro chefe-político de Cresciúma, o Major José Correia da Silva, cujo nome se perpetua numa das principais ruas de comércio de Guaraci, com as funções de organizar e promover a ordem no povoado. Ao seu lado, aparecem no jornal os nomes do primeiro prefeito de Olímpia, Dr. Mario Vieira Marcondes, do Cel. Francisco de Mello, do Capitão Custódio Moreira e outros.
Major José Correia da Silva
Alguns dos primeiros moradores do povoado de Cresciúma
*Lista criada e escrita pelo cidadão guaraciense, Sr. Jesus Gonçalves de Matos com nomes, apelidos e algumas funções, tais como ele lembrou:
Povoado de Cresciúma
José Correia da Silva; Efigênio Correia da Silva; Nego Correia da Silva; Salustiano da Silva (fazendeiro); Olímpio Mendes (fazendeiro); Francisco Ribeiro; Manoel Secundino; José Piloto; Evaristo Ribeiro; Lotério Ribeiro; Antônio Chato (porto do Rio Grande); Dorvalino Firmino (fazendeiro); José Martins; Lázaro Ventura ‘preto’; José Pereira; José Calodino; João Vicente; Belmiro Vicente; José Vicente; Pedro Tiago (avô); Antônio Tojeira (português); Francisco Carlos Baptista (Filiciana); Mario Paiva; Alcebíades Menezes; Ernesto Santana; Jerônimo Santana; Francisco Ventura; Marcelino José; Jorge Damasco; Alexandre; José Banana; Felipe, Barro ou Bano; Antero Santana; José Lourenço Machado; José Vicente; Salomão (turco); Sabino Gonçalves Rabelo; João Quintino; Manoel Ribeiro (avô); Carlos Baptista de Carvalho; Casemiro César; Manoel Inácio; Manoel (gaúcho) – pai do Armelindo Guimarães;
Fazenda Bocaina:
José Garcia (avô); Francisco de Matos; Pedro de Matos; Inocêncio; Manoel Cobra; José Anacleto; Honório Correa; Teodoro Garcia; Honório Dias; Pedro Tiago; João Batista Neto; Marciano de Matos; Antônio Luiz; Antônio Felix; Francisco Rodrigues; Francisco (gago); José Machado (machadinho); José Camarada; Antônio Felix Matos (fazendeiro e oleiro – lagoa da Bocaina com engenho de pau); João Diogo (engenho de ferro para cana – rapadura e açúcar moreno); Pedro Diogo (destilaria – alambique vapor – pinga); Antônio (português – tocava o vapor);
Fazenda Limoeiro:
Deodato (fazendeiro); José Lúcio; João Pedro da Silva; Nego Marçal; Lúcio Marçal; João Rosa; José Elias; José Formage (oleiro); Miguel Mouro de Pau; Joaquim Elias (animal); Feliciano Correia (avô); Joaquim Marçal; João Rufino; Lindolfo Oliveira; Altino Salgado;
Formação administrativa do município de Guaraci
1917 – Olímpia se desmembra de Barretos.
Pela lei estadual nº. 1571, de 07-12-1917, desmembra do município de Barretos, os distritos de Olímpia (ex-Vila Olímpia) e Cajobi, para formar o novo município de Olímpia.
Cresciúma, comarca de Olímpia
1920 – Com a instalação da Comarca de Olímpia em 1920, o povoado de Cresciúma que pertencia ao município de Barretos, passa com essa divisão político-administrativa, à jurisdição de Olímpia.
Guaracy, distrito de paz
1921 – A lei estadual n° 1800, de 29 de novembro de 1921, eleva o povoado de Cresciúma a Distrito de Paz, e altera seu nome de Cresciúma para Guaracy.
Emancipação política de Guaraci – 30/11/1944
1944 – O Decreto-lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, desmembra do Município de Olímpia os Distritos de Guaracy e Água Doce (Icém). Por força do acordo ortográfico de 1943, já neste decreto, o nome de Guaracy, aparece aportuguesado como Guaraci, substituindo a letra y por i. Ainda por este mesmo decreto Lei nº 14.334, o município de Água Doce foi transferido do município de Olímpia para o município de Guaraci.
Resumo da emancipação política do município de Guaraci, nas palavras do Sr. Alcibíades Menezes (prefeito do município de abril a agosto de 1947), um dos ilustres nomes entre aqueles que lutaram pela emancipação da “Cidade do Sol Brilhante”.
Fonte: Jornal A região, ano de 1978.
Recorte impresso: uma colaboração do guaraciense Ricardo Costa.
| Jornal “A região” 1978 |
1945 – O município de Guaraci foi instalado em 01/01/1945.
1953 – Através da Lei nº 2.456 de 30 de dezembro de 1953, Água Doce recebe a denominação de Icém, se desmembra de Guaraci, e é elevado a município.
Guaraci é um município brasileiro do estado de São Paulo, Localizado a uma latitude 20º29’55” sul e a uma longitude 48º56’41” oeste, estando a uma altitude de 481 metros.
Décadas de 1910 e 1920
1917 – Casa Moderna de Tertuliano Pereira (onde hoje é a Prefeitura velha)
Década de 1910 – Prédio do Correio Municipal, depois Delegacia – Nota-se a presença do maestro Sr. João Tocalino, que ensinou e multiplicou a arte musical aos guaracienses. Foi também o idealizador e fundador da Lyra Guaraciense e maestro da Banda Municipal por mais de 40 anos.
Vista da praça central
Década de 1930
Fatos:
*Janeiro de 1932 – Instalação do primeiro Grupo Escolar, chamado “Escolas Reunidas”
Fase final da construção da segunda Igreja Matriz – meados do anos 30
1939 – Engenheiro José Quintão medindo as coordenadas geográficas de Guaraci
Banda Municipal – Maestro João Tocalino
Década de 1940
Fatos:
*Inauguração da Energia Elétrica em Guaraci – Julho de 1948.
*Inauguração do Cinema em Guaraci – Outubro de 1948.
*1947 – A denominação do Grupo Escolar “Escolas Reunidas” é alterada para “Grupo Escolar Antônio Zuquim”, ainda localizado onde hoje é “E.E. José Antônio Santana”
Tradição do Futebol Guaraciense
1949 – Grupo Escolar Antônio Zuquim – onde hoje é a “E.E. José Antônio Santana”
Grupo Escolar Antônio Zuquim, década de 1940
Praça nos anos 40
Igreja Matriz no final dos anos 40 – note o desgaste natural da pintura a base de cal
Praça e Igreja do Largo do Rosário
Barco de garimpo no Rio Grande
| Balsa de travessia do Rio Grande durante os anos de ativo comércio entre Guaraci-SP e Frutal-MG (Vila Barroso/Chatão) |
Rua Lhen Nicolau – esquina da Praça da Matriz, sentido Largo do Rosário
Posto de Saúde – onde hoje está o Banco Santander
Construção do Cine Teatro Pio XII – Inaugurado em Outubro de 1948
Vista da cidade – Foto tirada da torre da Igreja
Década de 1950
Fatos:
*Em abril de 1957 é instalado o Ginásio Estadual de Guaraci. No início, as aulas eram ministradas no mesmo prédio do Grupo Escolar “Prof. Antônio Zuquim”, onde hoje funciona a “Escola Estadual José Antônio Santana”.
*Reforma da Quadra do Ginásio – 09/1959
Lavouras mecanizadas, novo alento para o município
Duas etapas da construção da nova Matriz, iniciada em 1953
Praça da Matriz no começo dos anos 50
Formandos – Grupo Escolar Antônio Zuquim e Ginásio Estadual de Guaraci
Quadra do Ginásio Estadual de Guaraci
| Desfile escolar cívico – Grupo e Ginásio – Comemorativo de 7 de setembro de 1958 |
| Grupo Escolar Antônio Zuquim – Nova escola – 1956 |
Entrada da cidade – Rua Washington Correa da Silva
Veja ‘antigas fotos de Guaraci’
Fotomontagem: Guaraci nos anos 50. Rua Washington Correa da Silva, esquina com a praça municipal.
Década de 1960
Sede social do Guaraci Clube
1969 – Guaraci – Campeão Estadual de Futebol Amador
1969 – Time Campeão do Futebol Amador do Estado de São Paulo
Década de 1970
Fatos:
*1973/76 – A paisagem do município de Guaraci se transforma com a construção da represa de Marimbondo.
*“O desvio das águas do rio Grande, iniciado em 1973, formou um reservatório em 1976 de 438 quilômetros de extensão e 6,15 bilhões de m3 de água, que transformou a paisagem e mudou a vida dos moradores dos municípios paulistas de Icém, Guaraci, Barretos e Colômbia, e também das cidades mineiras de Fronteira, Frutal e Planura”
Obras de ampliação do Abrigo São João
Homens públicos na década de 70 (da esquerda para direita, em cima: Jerônimo Cláudio Machado, Irineu Ribeiro de Lima, Edmundo Mauad, Padre Jaime, João Custódio Sobrinho e Jerônimo Ribeiro da Cruz; em baixo: José Nicolau, Marco Antônio Curi, Clementino Siqueira, João Romeiro Lopes, Wilson Monteiro, Dr. Clodoaldo Sarti, José Galhardi e João Caverzan).
*Galeria de Prefeitos
O município de Guaraci comemora hoje, 30 de novembro, 66 anos de emancipação política.
Guaraci conseguiu sua emancipação político-administrativa em *30 de Novembro de 1944. O município foi instalado em 1° de Janeiro de 1945.
Em 30/11/1944, uma comissão formada por lideres políticos do distrito é recebida no Palácio dos Campos Elíseos, sede do governo do Estado de São Paulo de então, para assinar o processo de emancipação do município de Guaraci. Entre os presentes, estão: Antônio Zuquim, Júlio Tocalino, João Tocalino, Alcebíades Menezes, José Cury e outros.
Galeria de Prefeitos
Período das Nomeações – 1945/1947

Primeiro Prefeito de Guaraci
Profº Antonio Zuquim
Mandato: 04/04/1945 a 19/08/1945

Prefeito:
Manoel Seragini
Mandato: 15/10/1945 a 28/12/1946

Prefeito:
Osvaldo Pereira da Cunha
Mandato: 02/01/1947 a 26/03/1947

Prefeito:
Alcebíades Menezes (Eleito por Comissão)
Mandato: 11/04/1947 a 12/08/1947

Gestão 1948/1951 – *1°Prefeito eleito pelos munícipes:
João Custódio Sobrinho
Mandato: 01/01/1948 a 31/12/1951

*Gestão: 1952/1955 – Prefeito:
José Antonio Santana
Mandato: 01/01/1952 a 31/12/1955

Gestão 1956/1959 – Prefeito:
João Custódio Sobrinho
Mandato: 01/01/1956 a 31/12/1959

Gestão: 1960/1963 – Prefeito:
João Romero Lopes
Mandato: 01/01/1960 a 31/12/1963

Gestão 1964/1969 – Prefeito:
Irineu Ribeiro de Lima
Mandato: 01/01/1964 a 31/01/1969

Gestão 1969/1973 – Prefeito:
José Nicolau
Mandato: 01/02/1969 a 31/01/1973

Gestão 1973/1977 – Prefeito:
José Galhardi
Mandato: 01/02/1973 a 31/01/1977

Gestão 1977/1983 – Prefeito:
Edmundo Nicolau Mauad
Mandato: 01/02/1977 a 31/01/1983

Gestão 1983/1988 – Prefeito:
Roberto Azeda Ribeiro de Aguiar
Mandato: 01/02/1983 a 16/05/1983

Prefeito:
Ordair Pastrez
Mandato: 17/05/1983 a 31/12/1988

Gestão 1989/1992 – Prefeito:
Valtercides Monteiro
Mandato: 01/01/1989 a 31/12/1992

Gestão 1993/1996 – Prefeito:
Jorge Luiz Levi
Mandato: 01/01/1993 a 31/12/1996

Prefeito:
Valtercides Monteiro
Mandatos: 01/01/1997 a 14/05/1998 /e/ 09/04/1999 a 09/02/2000

Prefeito:
Adalberto Moreda Mendes
Mandatos: 15/05/1998 a 08/04/1999 /e/ 10/02/2000 a 15/06/2000

Prefeito:
Paulo de Oliveira Batista
Mandato: 16/06/2000 a 31/12/2000

Jorge Luiz Levi
Mandato: 01/01/2001 até 31/12/2004
Mandato: 01/01/2005 até 31/12/2008

Prefeito:
2009 – Renato Azeda Ribeiro de Aguiar
Mandato: 01/01/2009 até 31/12/2012
Mandato: 01/01/2013 até 31/12/2016

Prefeito Atual:
2017 – Elson Machado da Silveira
Mandato: 01/01/2017 até 31/12/2020

Prefeito Atual:
2021 – Renato Azeda Ribeiro de Aguiar
Mandato: 01/01/2021 até 31/12/2024
Mandato: 01/01/2025 até 31/12/2028
Igreja Matriz com a nave em fase de acabamento
Detalhe da praça central
Década de 1980
Veja nos marcadores deste bolg, a postagem: 700 Faces Guaracienses nos anos 80 – 6 Partes (1)
Águas de Guaraci – Ponta do Pedregal
A cultura da Laranja vive seus melhores anos
Fordinho em desfile comemorativo
Construção da pracinha da COHAB I
Década de 1990 / 2000 / 2010
Fatos:
A instalação de uma usina de processamento de cana-de-açúcar em Guaraci, a Usina Vertente, que iniciou suas atividades na safra 2004/2005, trouxe um novo alento para o município, modificando sua economia através do grande aumento no volume de emprego e renda.
TV na praça
Portal do Riviera di Toscana
Vista aérea da Praça Central
Guaraci, destino turístico
Vista aérea de Guaraci
Garças na orla do Riviera
Igreja Matriz em 2011
